Governo cria “Coronavoucher”: entenda de quanto será e quem terá direito

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Governo cria "Coronavoucher": entenda de quanto será e quem terá direito
Governo cria “Coronavoucher”: entenda de quanto será e quem terá direito – Reprodução

 

Governo cria “Coronavoucher”: entenda de quanto será e quem terá direito. Segundo afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, na manhã de quarta-feira (18/03), o Coronavoucher (cupom) para pessoas desassistidas, desalentadas e totalmente fora da economia formal começa a ser distribuído em até duas semanas.

Ainda de acordo com o ministro, “o valor não pode ser maior nem menor do que o do Bolsa família”, afirmou.

Quais os valores pagos pelo Bolsa Família?

Benefício básico

R$ 85,00 – Famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 85,00 (oitenta e cinco reais), independentemente do número de crianças e adolescentes

Benefício variável

R$ 39,00 – Famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 170,00 (centro e setenta reais) com crianças e adolescentes de até 15 anos, gestantes ou nutrizes**

Benefício variável vinculado ao adolescente (BVJ)

R$ 46,00 – Famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 170,00 (centro e setenta reais) com adolescentes de 16 e 17 anos***

Atualmente o Bolsa Família paga em média R$ 191 por mês para as famílias cadastradas. O mínimo é R$ 89.

Gestantes, mães que amamentam e crianças de até 15 anos recebem cada uma mais R$ 41. O adicional máximo é de R$ 205. Para a extrema pobreza há valor extra variável.

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Coronavoucher

O “coronavoucher”, como vem sendo chamado informalmente dentro do governo, pretende atingir 18 milhões de famílias. Se cada uma dessas famílias receber o valor médio equivalente ao do Bolsa Família, o custo mensal será R$ 3,438 bilhões.

Paulo Guedes diz que o sistema será montado a jato, de maneira desburocratizada.

“A Caixa Econômica Federal tem 26.000 postos de atendimento. Já estão sendo preparados. O interessado no voucher vai se apresentar e dizer o nome e dar alguma identificação. O atendente checará se o nome já consta como beneficiário do Bolsa Família ou do BPC (Benefício de Prestação Continuada). Se não estiver recebendo nada, estará habilitado para receber o voucher e já recebe o dinheiro”, diz Guedes.

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Objetos para proteção e promoção da Saúde para população

Na área da saúde, o governo está com algumas prioridades para tentar soluções imediatas.

“Durante a guerra, a Alemanha usou fábricas da Volkswagen para fazer tanques. Nós temos de identificar plantas no Brasil com capacidade de fabricar respiradores mecânicos e financiar imediatamente a produção desses equipamentos. É para isso que temos agora o estado de emergência que foi anunciado ontem. O presidente sempre me diz que ‘a saúde do brasileiro’ está acima de tudo e vamos buscar obsessivamente cumprir essa missão”.

O ministro acha que pode ser possível começar a fabricar quase imediatamente o respirador mecânico, que é 1 equipamento vital para quem fica em condições precárias de saúde por causa de infecção com o coronavírus.

“Podemos importar e já zeramos o imposto desse tipo de material, mas acho que temos de encontrar também uma saída aqui dentro do Brasil, porque é perfeitamente possível”, declara Guedes.

O mesmo vale para máscaras que têm sumido do mercado. “Custava R$ 0,50 ou menos e agora é R$ 2 e ninguém acha. Tabelar preço é o pior que pode acontecer. Some tudo de uma vez e o rico vai comprar máscara por R$ 35 e receber em casa entregue por motoboy. Vamos também buscar fábricas que tenham condições de produzir aqui no Brasil e investir nisso imediatamente”.

O ministro celebrou o fato de a empresa cervejeira Ambev ter anunciado que vai produzir álcool em gel, outro item que tem sumido das prateleiras dos supermercados. “Já não era sem tempo. A Ambev e outras empresas de bebidas recebem muito subsídio em Manaus. É ótimo que se preocupem em devolver 1 pouco para a sociedade”.

Orçamento para emergências

O ministro diz que é errado achar que o estado de emergência seja uma “liberdade para gastar”. Afirma que tudo o que será feito de despesa extra será para “saúde, saúde, saúde”.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vai ajudar na definição de prioridades. O senso comum dentro do governo é de que em 2019 houve uma economia de aproximadamente RS$ 100 bilhões no pagamento da dívida pública, por causa da redução da taxa básica de juros, a Selic (hoje e 4,25% ao ano, podendo ser cortada nesta 4ª feira pelo Banco Central). Em teoria, esse seria o valor que poderia ser gasto agora com o estado de emergência.

“O estado de emergência nos permite descumprir a meta fiscal previamente anunciada [de ter 1 rombo máximo de R$ 124 bilhões em 2020]. Mas não se trata de furar o teto dos gastos, pois aí o dinheiro vai diretamente para os rentistas: os juros subiriam de maneira alucinada e isso nós não vamos deixar acontecer”, declara Guedes.

Tudo o que área da saúde exigir “será fornecido”. Não faltará verba para o setor mais necessitado neste momento, explica o ministro. Mas Guedes volta a falar sobre a necessidade de manter algum ritmo de aprovação de reformas.

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