Bahia empata com o Náutico e torcida fica na bronca

Autor: iG

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Não houve vencedor no tradicional clássico nordestino entre Bahia e Náutico, na noite desta terça-feira (31/5), na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Num jogo bem disputado pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B houve empate sem gols, num placar justo pela falta de eficiência nas finalizações dos baianos e pela aplicação dos pernambucanos.

O Bahia que vinha de derrota para o Vasco, por 4 a 3, fica com oito pontos, um a mais do que o Náutico, que tinha goleado o Sampaio Corrêa, por 5 a 0.

Cada técnico soube escalar seu time da melhor maneira com o que tinha à disposição. O Bahia, de Doriva, com meias de qualidade como Juninho e Renato Cajá, além de bons atacantes, entrou armado no 4-3-3, bastante agressivo. O Náutico, de Alexandre Gallo, ao contrário, congestionou o meio campo e só deixou um jogador na frente: Rafael Coelho. Famosa estratégia de “jogar por uma bola”.

Quase que o visitante se deu bem. Aos 11 minutos, Rony foi lançado por Maylson nas costas da defesa, invadiu a grande área e bateu para fora. Mas o Náutico sofreu lá atrás, principalmente com os chutes fortes de Juninho e com Renato Cajá que chutou na trave aos 36 minutos após invadir a área e driblar Júlio César. Foram oito finalizações dos baianos.

No segundo tempo, o Bahia voltou ainda mais ofensivo com o meia Danilo Pires entrando no lugar do volante Feijão. O Náutico colocou Taiberson na vaga de Jefferson Nem, outra arma para os contra-ataques. O time da casa continuou melhor, mas insistindo com passes longos e ligações diretas, influindo diretamente nas conclusões a curta distância.

Aos 15 minutos, ainda sem ritmo de jogo, Cajá saiu para a entrada do atacante Zé Roberto. É o Bahia mais ofensivo. E Renan Oliveira entrou na vaga de Bergson e soltou uma bomba logo no seu primeiro chute, que quase surpreendeu o goleiro Marcelo Lomba.

As mudanças de Doriva deixaram o time muito vulnerável e a torcida perdeu a paciência aos 21 minutos, após duas chances perdidas pelo Náutico e chamaram o treinador de burro.