Prepare o Bolso: Material escolar vai subir até 10% – Veja dicas para economizar

Autor: N1 BAHIA

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Item importante no rendimento dos filhos durante os estudos, o material escolar é, sem dúvida, uma das primeiras preocupações dos pais após o fim do ano letivo e antes do início do próximo, já que costuma levar uma boa parte do orçamento de início de ano também comprometido com outros pagamentos.

Mas, para uma maior intranquilidade dos responsáveis, o ano de 2017 acena com um novo aumento neste segmento. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (Abfiae), a expectativa é a de que haja um reajuste entre 5% e 10% no valor dos materiais escolares  – a inflação geral do país deve fechar o ano pouco acima de 7%.

O principal motivo, conforme explica o presidente da associação, Rubens Passos, é o valor de matérias-primas como o papel. “Ele teve um acréscimo superior a 22% e, por isso, os cadernos devem ficar, em média, 15% mais caros”.

Na previsão de 2016, realizada no ano anterior, a associação previu que produtos fabricados no país, como caneta, borracha e massa escolar, teriam aumento de até 12% e que os produtos importados, como mochilas, lancheiras e estojos, subiriam de 20% a 30%. As justificativas, à época, foram, dentre outros, a desvalorização do real e o aumento do custo da mão de obra.

Para a Abfiae, em 2017, tanto os produtos nacionais quanto os importados devem ter reajuste semelhante, devendo ficar próximos na questão de valores. Nos últimos 12 meses, os preços de produtos como cadernos, lápis, canetas, entre outros, tiveram um aumento de, também, entre 5% e 10%. “As vendas do setor, em 2017, devem se manter estáveis quando comparadas ao ano anterior”, pontuou Passos. Um comparativo entre os anos de 2015 e 2014, por exemplo, registrou uma queda média de 7,5%.

De acordo com o presidente da associação, algumas dicas devem ser levadas em consideração pelas famílias para que evitem estourar o orçamento no início do próximo ano. “Primeiro, os pais ou responsáveis devem pesquisar, no mínimo, em três pontos de venda. Segundo, que antecipem as compras.

Dezembro é o mês ideal para efetuar a compra desses produtos, a época de festas é uma boa oportunidade para encontrar bons preços e, também, produtos em promoção que os lojistas fazem questão de ofertar para incentivar as compras no início da volta às aulas 2017. Contudo é importante frisar que as promoções para esses artigos acabam em dezembro”.

Para os pais, o momento é de fazer contas. “Se deixar eles (filhos) só querem levar o mais caro, por que é da moda. Mas, a gente não pode apenas pensar na vontade deles e sim no nosso bolso”, disse a dona de casa Carina Garcia. “Todo ano, eu tenho uma tática de tentar reaproveitar o que ainda serve para o uso na escola e só comprar o que for realmente necessário”, falou o motorista Rogério Chaves.

Outras Dicas

Para evitar sustos, o consultor financeiro, Reinaldo Domingos, aponta quais são os caminhos que os pais podem seguir na hora de comprar o material escolar.

Ele aponta que tempo e planejamento são importantes na aquisição dos mais diversos itens. Confira outras dicas dadas pelo especialista:

– Realizar as compras de materiais escolares em conjunto com outros pais, o que dará maior chance para negociar menores preços.

– Atualmente a compra pelo mercado eletrônico vem crescendo e há casos em que o preço das lojas virtuais cobre o das lojas de rua e shopping, que têm custos de marketing, locação, funcionário custos fixos e variáveis.

Já as lojas eletrônicas só têm o custo do produto e da logística para entrega. O único problema é que o prazo de entrega pode ser um pouco maior, por isso é preciso comprar com maior antecedência.

– Faça compra de produtos para o recreio em atacados e faça economia na merenda escolar, mas essa deve ser sempre precedida da preocupação de um bom balanceamento nutricional. Ensine seu filho a comprar somente o necessário e não desperdiçar.

– Procure saber com a direção da escola quais diferenciais a unidade de ensino trará este ano e nos anos seguintes em relação ao ensino de educação financeira. Caso isso não ocorra, explique a importância de inserir esse tema desde cedo.