Mobilização pró-impeachment acontecerá no Jardim de Alah

Autor: Tribuna da Bahia

Publicada em


Acostumados a protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) no Farol da Barra, os movimentos Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua e a Ordem dos Médicos do Brasil (OMB) terão que se manifestar no próximo domingo (17), quando ocorre a votação do processo impeachment da petista, no Jardim de Alah. Isto porque, segundo eles, a Polícia Militar proibiu os atos na Barra sob a justificativa que os defensores do governo já tinham reservado o local.

“Nós argumentamos, sugerimos a divisão do espaço, mas não deixaram. Agora, nós não temos nenhuma expectativa de público, porque as pessoas há mais de um ano estavam acostumadas a ir para lá, mas esperamos ter uma forte mobilização”, disse, Eduardo Costa, um dos coordenadores do MBL, em entrevista à Tribuna, ressaltando que a PM também proibiu atos no bairro do Rio de Vermelho.

O deputado estadual Pablo Barroso, líder do DEM na Assembleia Legislativa, afirmou que a ação da PM de “proibir” mobilizações pró-impedimento na Barra, “por decisão do governador Rui Costa […], alimenta o confronto”. ”O que o governador Rui Costa está fazendo é alimentar o confronto, já que todos sabiam do evento pró-impeachment na Barra. O PT e seus sindicatos e movimentos sociais comprados só programaram o evento deles para a Barra para promover confusão, pois sabem que a presidente Dilma Rousseff vai perder na Câmara”, criticou o democrata, ressaltando que estuda acionar o chefe do Executivo estadual juridicamente.

O governo do estado negou, por meio de nota, que a Polícia Militar tenha proibido atos a favor do impeachment no Farol da Barra. De acordo com o órgão, a PM não vedou, mas sim “sugeriu que eles [os organizadores] fizesses o protesto em outro lugar”. Ainda segundo o governo, o movimento pró-Dilma pediu para realizar o ato na Barra no dia 11 de abril. Já o pedido dos manifestantes pró-impeachment foi protocolado na PM no dia seguinte, 12 de abril. “Diante do contexto, representantes do pró-impeachment informaram à PM que fariam o ato no Jardim de Alah e a reunião acabou. A Polícia Militar apenas recomendou, não proibiu nada”.

A justifica do governo baiano é a mesma apresentada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que proibiu em março deste ano manifestações em favor do PT na Avenida Paulista, onde houve um protesto contra Dilma e em favor do impeachment. Na época, o tucano ressaltou que a proibição era para “garantir tranquilidade” ao ato contra o PT. Além do ato na Barra, os manifestantes a favor do governo farão amanhã, a partir das 15h, um movimento contra o impeachment no Campo Grande.