Mais Futuro investe R$ 15 milhões em bolsas para universitários; veja como participar

Autor: Débora Souza

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Foto: Mateus Pereira/GOVBA

O Mais Futuro, maior programa estadual de assistência estudantil, chega ao segundo ano com investimento total de R$ 15,2 milhões. Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação, a iniciativa busca garantir a permanência dos estudantes que se encontram em condições de vulnerabilidade socioeconômica nas quatro universidades estaduais (Uneb, Uesf, Uesc e Uesb). Até o momento, o programa atendeu 8.303 estudantes, que recebem bolsas de auxílio permanência (de R$ 300 ou R$ 600) ou vagas de estágio, percebendo R$ 550, em órgãos públicos e privados.

O secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro, ressalta a importância do programa, que segue a estratégia política do Estado de proporcionar o aprendizado e a preparação do estudante até a entrada no mundo do trabalho. “Estamos desenvolvendo um eixo pedagógico voltado para um novo perfil de oferta na educação. É proporcionar ao estudante da educação básica optar pelo que mais se identifica, seja na arte, cultura, ciência, empreendedorismo, curso técnico ou universidade. O Mais Futuro vem garantir que o aluno saia do Ensino Médio e tenha a garantia de poder cursar e finalizar o Ensino Superior, principalmente para os de baixa renda”.
A estudante Helena Dantas, 27 anos, do 6º semestre do curso de Biologia da Universidade Estadual do Sul da Bahia (Uesb), em Vitória da Conquista, é uma das beneficiadas. “O surgimento do Mais Futuro me deu a oportunidade de continuar na universidade. Moro no município de Livramento de Nossa Senhora, a 206 quilômetros, e estava passando por dificuldades financeiras, porque meu pai tinha ficado desempregado e não tinha a quem recorrer, apesar dos sacrifícios que já vinha fazendo para me ajudar. Com a bolsa de R$ 600, estou podendo garantir minha permanência, cobrindo custos de moradia e ajudando no dia a dia do curso”, conta.
Já a estudante Quetilen Souza, 20, do 2º semestre de Fonoaudiologia da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Salvador, destaca que seria muito difícil a permanência na Uneb sem o Mais Futuro. “Acho que um dos grandes benefícios é podermos seguir sem uma dependência dos pais. Minha família não tem muitas condições, e a bolsa ajuda a poupá-los de mais esse custo. Com o auxílio, divido um aluguel com outras colegas e ainda utilizo para adquirir materiais para as disciplinas. Sou muito grata porque vim de Botuporã, a 712 quilômetros, perto da divisa com Minas Gerais, e tenho a condição de estudar em Salvador no curso que escolhi para minha profissão”.

Inscrição

Para participar do Mais Futuro, o estudante precisa estar devidamente matriculado, frequentando a universidade e ter cadastro no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais). A inscrição é aberta sempre no fim e início de cada semestre e deve ser feita pelo site do programa. Existem três tipos de auxílio permanência: básico (de R$ 300, para estudantes que residem a menos de 100 quilômetros da universidade); moradia (de R$ 600, para estudantes que residem a mais de 100 quilômetros da universidade); e complementar, caso o aluno receba algum auxílio da universidade ou prefeitura, por exemplo, que é complementado com a diferença pelo Mais Futuro.
Além do auxílio permanência, que é oferecido até 2/3 do curso, o estudante também pode optar pelo estágio, segundo explica o coordenador do Programa Mais Futuro, José Carlos Sodré, da Secretaria da Educação. “O estudante tem esta opção a partir da publicação de editais. O estudante que já realizou 2/3 do curso, não tem mais direito à bolsa de permanência, mas o Mais Futuro dá a opção de ele ingressar em um estágio que vai lhe proporcionar uma renda para finalizar a universidade”.
Após a homologação dos pedidos do auxílio pela Secretaria da Educação, os bancos avaliam os documentos via Receita Federal para verificar a veracidade. “Caso haja alguma incongruência nos documentos ou o candidato tenha alguma pendência, como no título de eleitor ou militar, por exemplo, o auxílio fica retido até que ele resolva essas questões”, acrescenta Sodré.