Ex-presidente da empresa Vale morre em queda de avião

Empresário estava no avião junto com a mulher, dois filhos, o genro e a nora. Todos morreram, inclusive o piloto.

Autor: Jornal Extra

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O empresário Roger Agnelli, de 56 anos, morreu num acidente aéreo na tarde deste sábado. Além de Roger e do piloto, também estavam na aeronave a mulher do empresário, Andréia, dois filhos — João e Ana Carolina —, além do genro e da nora do executivo. O monomotor caiu sobre uma casa na Zona Norte da capital paulista, próximo ao Aeroporto do Campo de Marte.

Segundo a Infraero, o avião caiu logo depois de decolar de uma das pistas do Campo por volta das 15h. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já havia informado que a aeronave estava em nome do ex-presidente da Vale.

A informação que circula entre amigos é de que Agnelli estaria viajando para um casamento no Rio. Ele morava em São Paulo desde que deixou a Vale e fundou a AGN Participações, uma empresa de mineração e logística. O executivo faria 57 anos em 3 de maio.

O avião atingiu uma casa e parte de um outro imóvel vizinho. Os cinco ocupantes das duas casas foram resgatados com vida e sem ferimentos graves. Entre eles, uma criança. Segundo o major Hengel Ricardo Pereira, o avião bateu na garagem e na sala do sobrado de três andares. Da aeronave sobraram apenas pedaços da fuselagem retorcida, em meio a qual foram localizados os corpos.

O empresário do ramo de construção, Toni Sargologos, disse ter visto o momento em que a aeronave caiu.

— Saí de casa desesperado, mas não tive como ajudar porque a querosene ia descendo pela rua, deixando um rastro de fogo — afirmou.

Um outro morador também presenciou o acidente.

— Achei que um carro tinha batido na rua, mas, quando olhei, tinha uma nuvem de fumaça em cima de mim — afirmou Rafael portela, 15 anos, vizinho ao local do acidente.

Os corpos que estavam no avião já foram retirados dos escombros. Pelo menos onze viaturas foram destacadas para a Rua Frei Machado, na Casa Verde, para atender a ocorrência. Ainda não há informações sobre o que provocou a queda.

Roger foi o responsável pelo processo de internacionalização da Vale, o que a tornou a segunda mineradora do mundo.

O empresário comandou a Vale entre 2002 e 2011. Durante a crise econômica mundial de 2008, ele entrou em conflito com o governo ao demitir milhares de pessoas, o que provocou a ira do então presidente Lula. Mas o executivo não recuou. Antes de assumir a presidência da Vale, Roger trabalhou no Bradesco, onde chegou muito jovem. O Bradesco é um dos principais acionistas da mineradora, que foi privatizada em 1996.