Ex-músicos da New Hit podem ser absolvidos e outros terem pena reduzida

Autor: N1BAHIA

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Os integrantes da banda de pagode New Hit, acusados de estuprar duas fãs adolescentes em agosto de 2012, foram condenados a 11 anos e oito meses de reclusão.
No entanto um ano se passou desde a decisão da sentença, até agora nada foi feito e eles continuam soltos, mesmo de reclusão da juíza Márcia Simões Costa, da Vara Crime de Ruy Barbosa, do interior da Bahia, os ex-músicos da banda New Hit estão em liberdade fazendo suas atividades normalmente. São eles Alan Aragão Trigueiros, Carlos Frederico Santos de Aragão, Edson Bomfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme Augusto Campos Silva, Jefferson Pinto dos Santos, Jhon Ghendow de Souza Silva, Michel Melo de Almeida, Wenslen Danilo Borges Lopes e Willian Ricardo de Farias.
Como se não bastasse que eles estivessem soltos, ainda continuam no ramo artístico, apenas separados. O guitarrista Edson Berhends toca com o cantor Ted Pherraz e empresaria as bandas O Anjinho e O Tchukão. O dançarino Weslen Lopes virou coreógrafo de Neto LX. Guilherme Campos, também dançarino, chegou a fazer shows com Psirico e atualmente trabalha na agência de viagens e turismo Veromundo. Outro dançarino, Alan Aragão, conhecido como Alanzinho, mantém a atividade de professor de swing baiano em uma academia e se apresenta com algumas bandas, como Gasparzinho. O percussionista Michel Melo compõe a banda XBoys. William Ricardo segue carreira solo como cantor. Já o vocalista do grupo, Eduardo Martins, chegou a liderar a banda Pagodão, mas o grupo parou as atividades recentemente e não tem shows na agenda.
A justiça declara que são réus primários e têm residências fixas, fatores que lhe garantem inicialmente a liberdade até conclusão definitiva do caso. A pena de alguns deve ser reduzida e alguns deverão ser absolvidos, pois a sentença foi igualada para todos os acusados. No entanto, a Justiça determina que cada réu seja julgado individualmente de acordo com sua participação no crime.
Sendo assim a impunidade ainda está ativa no Brasil, onde acontece 1 caso a cada 11 minutos de estrupo e muitos deles não tem uma sentença justa ou julgada.