Febre Amarela: Dia D de vacinação acontece neste sábado em oito municípios baianos

Autor: Débora Souza

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Foto: Reprodução

Para chamar atenção da população para importância da imunização contra febre amarela, acontece neste sábado (23) o dia D de vacinação contra a doença, nos oito municípios baianos que participam da campanha. Cerca de 3,3 milhões de pessoas de Camaçari, Candeias, Itaparica, Lauro de Freitas, Mata de São João, São Francisco do Conde, Salvador e Vera Cruz devem tomar a dose fracionada até o final da campanha, que teve início no dia 19 de fevereiro e vai até 9 de março.

Para o dia D, os municípios estão preparando esquemas especiais para facilitar o acesso da população à vacinação. Em Lauro de Freitas, 13 unidades de saúde funcionarão das 8h às 17h. Haverá ainda outros nove postos montados no Parque Ecológico, na Praça-Centro, na Escola Ana Lúcia e em seis supermercados. Em Camaçari, além de 16 unidades de saúde que estarão abertas de 8h às 16h, dois postos estarão montados de 9h às 15h, nos shoppings Boulvard Camaçari e Guarajuba.

O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, alerta que é muito importante que a população busque os postos de vacinação para recebera a dose fracionada da vacina. “Até o momento não tivemos casos de febre amarela em humanos no nosso estado. Isso se deveu ao grande esforço dos municípios e do governo do estado, mas o vírus está circulando. Quanto mais gente vacinada, menor é a chance de haver a introdução da febre amarela humana em nosso meio”, pontua o Secretário.

A vacinação é destinada a pessoas a partir dos dois anos de idade, inclusive indígenas, desde que não apresentem condições clínicas especiais Todos que já tiverem tomado a vacina ao longo da vida não terão a necessidade de receber nova dose. A intenção é proteger o maior número de pessoas contra a Febre Amarela, em localidades com grande contingente populacional e que tem evidência de circulação do vírus e risco elevado de transmissão da doença.

O coordenador do programa estadual de imunização, Ramon Saavedra, explica que o desenvolvimento de uma vacina segue altos padrões de exigência e qualidade em todas as suas fases, o que inclui a pesquisa inicial, os testes em animais e humanos sob rigorosos protocolos. “Nenhuma vacina está livre totalmente da ocorrência de efeitos indesejáveis, porém os riscos de complicações graves são muito menores que os das doenças contra as quais elas protegem”, afirma Ramon.